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segunda-feira, 31 de outubro de 2011

Des_Assistência

Eu não me entrego, sem casa, sem rumo, à frente num canto escuro qualquer, você se jogará em mim, mas eu não estou mais afim!
E nem peço, apenas saia de mim, me deixe assim, que só eu sempre me sinto melhor.

sexta-feira, 28 de outubro de 2011

Algumas referências.

Weldon Borja, 1970, Guitarrista desde 13 anos, Interprete, Compositor, Gaitista
Juntos produzimos as músicas do projeto Rabi e Raboni.

Zeca Metal,  1960, Baterista desde 15 anos, Compositor, Artista Plástico, Poeta
Dialógos intensos até altas madrugadas com uma enciclopédia cultural.

Moisés Viana, 1960, Músico, Compositor, Interprete, Poeta, Artista Plástico
Muitos ensaios por longas horas no Porão.

Grandes músicos, de personalidade ímpar e uma produtividade cultural e musical extraordinária.

É não é pura coincidência a maioria das minhas amizades terem uma década a mais de existência que eu.

quinta-feira, 27 de outubro de 2011

A eterna discussão sobre melodia e letra. O que é mais importante?

Segundo a avaliação de críticos e músicos consagrados, o conjunto! Mas tendem os compositores a valorizar letras, enquanto musicistas a melodia.
O fato é que na ultima década apesar da existência de ótimas bandas que produzem com perfeição este conjunto, o que se vê e ouve na mídia são letras sem uma tônica coerente com ideias superficiais pautadas numa melodia interessante, muitas vezes riquíssimas em acordes, instrumentos e efeitos.
De forma diferente, ocorre que em letras interessantes abordando temas reflexivos vemos a ausência de uma melodia bem elaborada e original, muitas vezes soando como plagio pela simplicidade de sua execução.
É complicado, pois o centro desta questão se trata na verdade da funcionalidade da música! (?) Se definida fundamentalmente como produtora de significantes, ouso afirmar com toda coerência que a letra, mas se tratarmos como arte que por sua vez não esta vinculada a uma função definida, há de se valer qualquer coisa!
Para Zeca metal grande baterista e amigo meu de Vitória da Conquista a melodia está em 1º plano seguida de uma boa letra, para Weldon Borja também residente de Vca e grande guitarrista, interprete e compositor a letra seguida da melodia, assim como eu, embora ele possua a capacidade plena de escrever tanto letra como melodia, temos em comum a ideia de que uma boa melodia sem uma letra que fale de algo mais do que apenas trivialidades é um desperdício de acordes e sons.
Enfim, música com propósito, que seja mais que apenas soar bem aos ouvidos.

domingo, 23 de outubro de 2011

Nada demais

Á velha vida desigual, que parte enfim sem nau a deriva de um encontro imaginado.
Eis a vida ao seu fim e tudo acaba assim num belo gole de Duorum e se ainda tempo restar,
um trago de Gabriela pra ver entre a fumaça qualquer silhueta de tua.

Á Musaé


Ainda me pego tentando não acreditar
E não vou mais ouvir sua voz ou ver você outra vez
E sei que não da pra simplesmente dizer não
Dava pra perceber nas discussões sem meios termos
Que apesar de diferentes, existia algo em comum
Você com seu olhar cínico de indignação
Eu um cético diplomático a beira da insanidade
Por não querer aceitar o inaceitável
De tanto vermos tudo com tal lucidez
Buscávamos a ilusão pra não ver formar o caos
E cada discussão sem acordo trazia isso à tona
Quanto mais olhávamos pra um futuro próximo
O que se contemplava era a sombra de um passado sujo
E o que vem se repetir para novas pessoas
É tão somente essa velha vontade de viver
Que nunca me convenceu muito menos você
E o que restou senão lembranças e o que aprendi contigo!

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